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20 fevereiro 2011

Ciclocross

No último fim-de-semana tive a oportunidade de ver duas bikes de Ciclocross, ainda que na mão de dois cepos, o Carlos e Sérgio mais conhecidos por "Afro Race Team" :) As bikes são tão boas que apesar dos donos, fiquei encantado com o que elas conseguiam fazer "mato", subidas com pouca tração, descidas inclinadas, elas fizeram-no com um à vontade onde eu por vezes, nunca julguei que conseguissem.
Foi uma volta onde para além dos mulas habituais, ainda se juntaram a nós, o Alexandre e os nossos amigalhaços Afro.
O Carlos deu-me a oportunidade de experimentar a sua nova montada (foi mesmo a sua volta inaugural) e fiquei muito agradado com a geometria da bike, dá a sensação que nos permite passar o dia a pedalar num autêntico sofá, as rodas com pneus mais largos que uma bike de estrada, com uma transmissão mais polivalente, permitem fazer estas "habilidades" de conjugar dois tipos de terreno, alcatrão, onde está na sua praia e o mato, onde dá preferência a estradões de terra batida mas não recusa entrar nuns trilhos mais contorcidos.
Parece que está a haver um esforço por parte dos adeptos da modalidade em fazer renascer a modalidade como uma actividade de pré-época para os estradistas. No dia 5 de Dezembro de 2010 realizou-se em Lordelo a 1ª prova de CicloCross Nacional.

Resta referir que foi uma volta "à maneira", com variedade de ritmos e terrenos, mas acima de tudo, com muito boa disposição.

23 junho 2010

Rescaldo Volta aos Mecos 2010

Só vos tenho a dizer uma coisa… fantástico!

Por volta das 7h 15minutos já estávamos todos reunidos, Mulas, Afro e malta amiga do pedal. Lá fomos para o cais de Gaia, onde estava instalado o secretariado e já muitas das equipas participantes. Depois de instalados os dorsais nas mulas e ultimados os preparativos lá arrancamos por volta das 8h 15m. A partida tinha sido dada às 8h mas, como era uma volta sem classificações, não estávamos com pressas.

Percorremos a zona ribeirinha de Gaia entre as caves do vinho do Porto ora subindo, ora descendo, dando logo a sensação que cedo iríamos começar a trabalhar para o desnível acumulado.

Sendo esta prova feita por equipas e com o recurso ao Gps, é difícil manterem-se grupos unidos e como tal, desde cedo cada uma das nossas equipas impôs o seu ritmo, ficando eu e o El Pinto para trás em relação ao andamento forte do Carlos e do Rodes.

O objectivo dos MulaRaiders AB e Afro-MulaRaiders era concluir o nível 3, sabendo de antemão que iria ser difícil, pois já nos tinham alertado para a dureza do percurso, ao nível das subidas constantes para chegar aos marcos geodésicos. Os MulaRaiders SM e a malta amiga (desculpem mas não sei o nome da equipa) atacaram o nível 1.

Tenho a salientar o excelente track disponibilizado pela organização, sinceramente do melhor que já segui, inclusive comparando com os do Geo Raid. Excelentes single-tracks em que era preciso muita atenção para que não existissem enganos de navegação, com muita “pilotagem” o que obrigava andar sempre em alerta… adorei.

À medida que íamos saindo da zona de Gaia, começamos a reconhecer as zonas por onde passávamos, até que chegamos mesmo a ter a sorte de passar por Sânguedo e parar numa padaria por mim utilizada frequentemente, para comprar um belo de um bolo e um compal (muita gente da prova passava por nós e olhavam espantados para as nossas caras de satisfação).

Volto a frisar, que belos caminhos percorremos nós, lá descemos para a zona da ponte da Inha em Canedo e começou o ataque ao Marco dos 4 concelhos por um lado diferente do que costumamos a fazer e digo-vos, adorei, muito bom, parece inclusive menos difícil.

Depois fizemos a ligação até ao monte de S. Domingos através de caminhos fantásticos, descidas muito técnicas, estradões, subidas íngremes (à macho, eram uma constante), enfim, estávamos a levar coça mas “felizes por estar contentes”, ehehehee.

O que não gostei foi da parte final da subida ao monte de São Domingos, feita em alpinismo com a bike ao ombro, não percebo a piada destas partes, quando tinham uma alternativa ao lado, por paralelo. Não podemos gostar todos do mesmo.

Seguiram-se mais umas belas subidas e descidas ao lado da estrada para Castelo de Paiva e uns belos caminhos pelo mato e aldeias, em direcção a Entre-os-Rios.

Depois de passarmos a ponte de Entre-os-Rios percorríamos uns km’s por estrada junto ao Douro e a determinada altura tínhamos de decidir se fazíamos o nível 3 ou se ficávamos pelo nível 2. Os Afro-Mula estavam à nossa espera porque tinham decidido que ficavam por ali, o El Pinto também já vinha em esforço há muito tempo e quis voltar para Gaia.

Tive pena que o Carlos e o Rodes tivessem atacado esta volta como uma prova, pois acho que o importante era ficar a conhecer a totalidade do percurso, ainda para mais porque era na zona de Valongo e não a conhecemos, mas compreendo que isto era a feijões e mais oportunidade virão. Chegamos a Gaia com cerca de 115km realizados e falo por mim, bem contente com a volta dada.

O resto do pessoal pelo que falei com o Samuka divertiu-se à sua maneira e mesmo assim fizeram cerca de 70km.

Para o final deixo uma palavra de apreço e admiração por esta organização que nos ofereceu a oportunidade de fazer um track duro, bem marcado, paisagens lindíssimas, ofereceu-nos Dorsais impecáveis e no final ainda nos brindaram com umas t-shirts e garrafas de água.

Muito obrigado e até à próxima.

Mais rescaldos no forumbtt.

30 abril 2010

Trans-Portugal Garmin 2010

Atravessar Portugal em 9 dias de norte para sul, acabando em Sagres – A ponta mais sudoeste da Europa; 1150 Km de prova em fora-de-estrada ao longo de caminhos de terra que atravessam florestas, rios e ribeiras, montes e vales, alternando dos estradões rápidos até aos “singletracks” vertiginosos sobre as falésias.

Sem sinais ou fitas pendurada a indicar o caminho, mas seguindo o GPS numa intuitiva e infalível forma de seguir o percurso. Uma forma inovadora de competição onde os concorrentes em prova apenas seguem uma traço virtual do percurso no écran do seu receptor GPS.

Sempre em prova atravessando uma paisagem onde o isolamento e a quietude são as notas dominantes e sempre em auto-suficiência, não há zonas de abastecimento e todo o apoio externo está proibido pelo regulamento.

É uma prova em linha por etapas; uma etapa por dia; uma única categoria que classifica os concorrentes que competem individualmente, mas com bonificações por sexo e idade.


Amanhã os concorrentes irão realizar a 1ª etapa da prova que liga Bragança a Freixo. Uma etapa com 142km e 3842 de desnível acumulado.

Há 2 anos atrás o nosso mula Quickfreddie deliciou-nos com as suas descrições das etapas e do ambiente vivído, este ano os nossos amigos "Afro Cycle Team" fazem a sua estreia nesta dura prova de Btt. Um grande abraço para os dois.
Podem seguir o desenrolar da prova através da página do Facebook da organização, para isso carrega aqui.

25 abril 2010

Feira - Sever do Vouga by road

Subida para Sever do Vouga

Depois da chuvada da semana passada, S. Pedro resolveu dar tréguas e presenteou-nos com um dia impecável para a prática do ciclismo.

Este fim-de-semana devido à indisponibilidade dos outros mulas tive mesmo de "levar" com um Afro Race, o Carlos, aka "Vieira" :) O Joaquim dos K2btt ainda me tentou salvar (ou não), mas já era tarde, estávamos no regresso da volta.

Quanto não vale, fanar a máquina da mulher (com bateria)

Ontem fomos fazer uma volta que eu gosto bastante, ir até Vale de Cambra, Sever do Vouga, Sernada, Albergaria, Cucujães e depois rumar a casa.

O fruto proibído, até os olhos se riam

Aproveitando o facto do Carlos estar a resguardar-se para o TransPortugal a iniciar na próxima sexta-feira, para mim foi excelente porque pude fazer a volta a um bom ritmo sem no entanto entrar em excessos. Chegamos a casa depois de 4h e 9m a pedalar.


Boa sorte Carlos, vamos estar a torcer por ti

Dados gps:

km's - 92.5
Veloc. Máx - 63.3km/h
Desl. Média - 22.3km/h
Ascensão Total - 1372m
Elevação Máxima - 624m

Do Gps para o Software existe uma discrepância significativa no desnível acumulado

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